sábado, 14 de maio de 2011

Cura Senhor onde dói , porque minha alma aflita grita

    Cura Senhor onde dói    
   porque minha alma aflita grita   


As dores vindas, um dia se vão.
Mesmo que por um tempo
E ainda neste momento
Pessoas as dores sentirão

Os meus olhos ainda não vêem
Não vejo solução
Feridas que doem e tem
Raízes na solidão

Só Deus pode curar minha dor
Que por um alguém foi causada
Alguém que não tem vida, nem amor
Mas que foi embora pela estrada

Cura Senhor onde dói
Pois minha alma aflita está
O meu coração corrói
Não sei o quanto posso suportar

Cura Senhor onde dói
Pois minha alma aflita grita
Há dor no meu falar
Quando de mim isso passará?

Cura Senhor a minha alma
Pois ainda sei que vivo
Com a dor, entristecido
E não vejo a luz da alva

Onde está a cura do meu ser?
E onde está a minha alegria?
Pra onde foi a euforia
Que havia no meu viver?

Fala comigo, pois necessito
De forças e de amor
Pois não tenho refugio contra dor
Mas o Senhor é meu abrigo

Cura Senhor as feridas
Cura minha alma aflita
Fala comigo outra vez
Esteja presente nessa vida

Escuta-me Deus quando clamo
Pois minha dor se tem aumentado
A minha voz se tem calado
Meu socorro é o Senhor

Eu não sei o que dizer
Só sei que quero fugir
Para onde possa sorrir
Para onde possa viver

Em Ti sei que sou forte
Sei que És a minha sorte
Sei que posso vencer
Sei que não vou temer

Se contigo eu estiver
Nada podem contra mim
Ainda que digam assim
Hoje é o dia de morrer

Sim é o dia
O dia pra nascer de novo
E viver algo novo
De grande alegria

Deus eu te amo
Ouves-me quando clamo
Agora sei que posso seguir
E sei que irei sorrir

                           Natã G. David                          

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Saudade de vocês

                                      Saudade de vocês                                      

Lembro-me ainda daqueles dias
Dos momentos de festa
Das dores, das risadas
Eram boas companhias

Ainda sinto falta de vocês
Cada semana que passou
Cada abraço que faltou
Isso tudo mês após mês

Grandes amigos eram
Quanta falta de vocês ainda sinto
Choro por vocês amigos bons
Digo isso e não minto

Por algum tempo mais
Queria vocês aqui
Bem perto de mim
Sorrindo assim


Meus amigos foram
Alguns jamais voltarão
Destes mais falta sinto
Maior ferida é em meu coração

Como se fosse ontem
Lembro dos meus amigos
Ah! Se pudesse eu tê-los novamente
Aqui, Junto comigo.

Amizades nunca deveriam ser separadas
Mas assim é a vida
Difícil é nossa caminhada
É um beco sem saída.

Lutarei ainda mais pelas amizades que tenho
Amo vocês amigos
Amarei vocês com empenho
Por vocês, meus queridos amigos.

                                  Natã G. David                               

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ilusão

                                   Ilusão                                   
criado em agosto de 2010

Cedo acordei
O canto dos pássaros ouvi
Mas na verdade não era aqui
Por isso lamentei

Fiz grandes coisas boas
Parecia um sonho
Na verdade era um sonho
Uma lembrança de um dia que se foi

Pelo ler do jornal pude ver
Que os sonhos nossos foram realizados
Apenas eram contados
Idéias que podiam acontecer

Segundos que eram bons
Foram-se rapidamente
Mentindo para cada um que passava
Rindo ao ver as dores da vida

Bons eram aqueles tempos
Alegres dias, horas a cantar
Parecia que eram mais que o sonhar
Mas mentiras eram em todos os momentos

Dentro dos vasos mais simples
Pode ser que um tesouro haja
Mas todos sabem que não é assim
Nem todos podem conter riquezas

Cada caminho que ando
Vejo muitos sorrisos
Sendo muitos deles fingidos
Sei que por dentro estão chorando

Por mais um minuto de paz
Conseguiria muitos momentos bons
Onde a vida seria melhor
Se estivesse feliz de verdade

Fiquei feliz por mais sentir
Por alguns instantes um brilho olhar
Por azar meu chorar
Pois vontade era do destino não rir

Não quero mais amar
Iludi-me quando quis
Amar e ser feliz
Nisso eu queria acreditar

Pra que amar
Muito feliz era só
Chama-se egoísmo
Em mim só pensar

Sofrer por alguém
Que não dá valor
Alguém que não se importa
E nunca se importou?

Nunca desisti de algo
Nunca mesmo
Primeira vez é
Pra quase tudo uma primeira vez há

Nada justo serei comigo
Se continuar perdendo palavras
Como momento que passa
Com grande amor

Faço de mim infeliz agora
Vou olhar o mundo lá fora
E cantar mais um vez
Ver as montanhas que Deus fez

                                       Natã G. David                                       

terça-feira, 26 de abril de 2011

Verdades e Sentimentos


                                              Verdades e Sentimentos                                               

Ao acordar não penso em mim, nem penso só no hoje,
muito menos no amanhã, sem que eu veja você neste pensar,
sem que eu fale o seu nome.
E Quando falo, não posso mentir pra você.
Quando minto não posso fingir te esquecer.
Quando me esqueço de algo, tenha certeza, não me esqueci de você.
Quando estarei feliz?
Quando estiver com você... Só com você...


 Se porventura o outono chegar e não lembrar mais do aroma das flores da primavera,
Se as folhas das árvores caírem no chão,
Se os rios se secarem,
Se as palavras me fugirem quando contigo eu estiver,
Se eu parecer não ter chão quando te olhar, direi te amo.

Teu olhar me faz lembrar
Das lindas estrelas a brilhar
Teu sorriso toca meu coração
Numa doce e linda canção

Assim como é o sentir
Das ondas na pele tocar
Sendo quentes ou frias
Fazem viver e matar

Tal é a minha paixão
O não saber se me amas
Faz tremer meu coração
Podes jogá-lo na lama

Fazer viver também o pode
Mas esse medo não me foge
É a tristeza do meu pensar
É a falta de forças para acreditar

Acreditar num possível amor
Mas não posso mentir pra mim mesmo
Nem esconder meu medo
Meu medo é amar e não ser amado

Sempre foi

Agora estou aqui
Posso continuar aqui
Mas sem você
Ainda não sei seguir...

                                            Natã G. David                                              

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Meu anseio

                                                 Meu anseio                                                 

Eu vejo muitas ofertas
Mas nada do que procuro
Eu sou tão inseguro
Não posso disso escapar

Ainda não sei o que fazer
Só sei que posso me esconder
Não convém, mas o que fazer?
Posso minha vida reescrever


Ao levantar sozinho à noite
Procuro te encontrar
Mas não passa de um deslize
Insistir em te amar

Das proezas que eu fiz
Uma delas foi persistir
Em procurar aquela que eu amo
Que me machuca e faz sorrir

Que escolha tenho eu
Já que não tenho amor
Já que palavras me faltam
Quando só me resta a dor

E o amor onde está?
É o que ando procurando
O que será o falar
Enquanto eu estou amando?

E se eu não falar bem
Mal não queira do meu ser
Já que belo não pareço
Já que não posso a ti ter


E ainda prossigo eu
A chorar e a sorrir
Nessa bela musica a cantar
Nesse canto que me faz rir

E as estrelas por onde vão
Se a vida aqui está?
Esvaíram-se do coração
As poucas palavras do falar

E por que sozinho andar
Se contigo aqui estou
Se a vida te tem cansado
Se teu amado já chegou?

E por que não me esperas
Se minh’alma está cansada?
Por que assim és uma esfera
E és também assim fechada?

Confuso eu pareço
Não preciso de apreço
Já que eu não te mereço
Já que não posso eu cantar

E que adianta eu falar
Se me não hás de ouvir
Se meu canto não faz rir
Se me fazes chorar?

E ainda tu que lês
Certo é que pensarás de mim
Que sou um romântico iludido
Que também tem um coração partido

Mas não tão simples assim é
O Meu coração eu tenho ouvido
Ele sim sabe o que é
Ser assim tão ferido

E Ser ferido falsamente
Porque ainda não sofri
Não sofri por ser amado
Mas pelo aquilo que perdi

E ainda não perdi coisa alguma
Como perder aquilo que não tive?
É como ter coisa nenhuma
Pois minha amada aqui eu não mantive

E chorar por que chorar?
E sofrer porque sofrer?
Eu ainda estou aqui
E eu sei como fingir

Minha vida continua
Mesmo que não tenha fé
Esperança ainda tenho
Minha certeza forte é

Se a esperança eu mantiver
Se a vida não me escapar
Se o coração viver
E tiver forças para sonhar

Conhecendo-me como sou
Sei que vou esperar
Pela esperança que faltou
E pela lágrima no olhar

Se estou assim agora
Imagine antes quando
As tristezas a mim vieram
Quando estava eu chorando

Não fuja coragem minha
Diga a verdade a si
Pare de chorar
Volte a sorrir

                                                      Natã G. David                                                  
                          O sonho, e a triste realidade                              



Momento em que vi
Teus olhos sobre mim
Pude contemplar
A beleza do olhar

Cada qual instantes eram
Cada um se foi em vão
Cada verso escrito não lido
Mentiras não são

Que alguém me diga o que não sei
Porque agrado não tenho
Naquilo que aprendo
Talvez nunca terei


O que quero é bem simples
Em meus sonhos consegui
Amar e ser amado
Conquistar, chorar, rir.

Produto de um sonho é
Feliz serei pra sempre
Iludido sou por pensar
No meu eu confiar

Nas grandes páginas do amor
Boa parte só fala de carinho
Mas agora tão sozinho
Só sinto a dor

Quando me propus a dormir
Pensei que estava com você
Mas foi só mais um sonho
Sonhei e me iludi

Morri ainda em mais um segundo
Mas que droga é este mundo
Quero ser mais um amante
Desses segundos inconstantes

Ao levantar feliz sou
Disse isso quem me enganou
Pois não sabe o mal que me faz
Não sabe o quanto me tira a paz

Conheço a alegria
E sei dos meus problemas
Sigo em meus dilemas
Chorar era o que queria

Mudei a mim mesmo por você
Isso mentira é
Faço de mim mesmo um novo caso
Bom conteúdo para se ler é

Cada dia nova frase
São momentos de um novo ser
Cada dia diferente que o outro
Dependo do amanhecer.

                        Natã G. David       31 de outubro de 2010